Esta é a Floresta Amazônica. Costumamos dizer que ela pertence a pátria amada Brasil, como um filho deste solo gentil. O certo era afirmar “somos filho desta Mãe, amazona por natureza. Enfrenta anos de devastação. Considerada como pulmão do mundo, mas nem isso a salva das mãos sujas de ganância do homem. Este que não é mais um selvagem. Ou será?
Muitos desejam ter uma floresta semelhante em seu país. Rica em flora e fauna. Dona de uma beleza exuberante e de muito ainda a se descobrir pela sua vastidão. Mas mesma assim, homens cegos, deixam marcas de destruição. Acendem fogueiras que a queimam em plena longa estiagem. Derrubam árvores centenárias, vendidas clandestinamente. E em suas terras agora serve de pasto para gado, ou transformada em grandes plantações, lavouras de soja. Ouro para os grandes fazendeiros.

Homens que não pensam no futuro próximo, predestinados a todos. O dinheiro, ao seus olhos, é a garantia de conforto e estabilidade. Quanto mais agora melhor será no futuro com a soma de suas próprias conquistas individuais. Esses não pensam nos seus filhos e netos que serão os herdeiros desta terra. Muito menos se preocupam com o irmão índio que perde a sua casa, o seu espaço. Matam a flora, matam a fauna, matam a nossa identidade. Do que adianta acumular bens para esse futuro mesquinho?
Não sobreviveremos por muito tempo. Nós falamos do fim do mundo: “chegará em breve”, “o juízo final”, “é o Apocalipse”. Mas ainda não nos tocamos que o mundo morre a cada dia em nossas próprias mãos. Culpamos aqueles que nos colonizaram e surrupiaram os nossos bravios, mas praticamos os mesmos atos indolentes.
“Burros, nós somos”, temos que gritar! Talvez possamos entender mais tarde. Mas seria tarde demais?
Como todo filho da mãe , não demonstramos o devido valor e respeito.
Movimento para pensar, Marcus Fam.
Foto de destaque atualizada no dia dessa republicação
Texto original de 19/09/2007 postado no marcusfam.blogspot.com
